
Não escrevi este texto numa segunda-feira, e nem foi a preguiça o motivo de ficar tanto tempo ausente aqui sem atualizar o blog, mas simplesmente a falta de estímulo!!
Bom, depois de tanto tempo sem "blogar", uma das novidades que trago foi a minha participação na III MOSTRA NACIONAL DE SAÚDE DA FAMÍLIA ocorrida em Brasília no período de 05 a 08 de agosto de 2008, onde tive meu trabalho sobre a I FEIRA DE SAÚDE DO PSF VASSOURAS escolhido para exposição em banner. Foi uma experiência maravilhosa e um aprendizado único, um momento para repor as energias desgastadas pela rotina do trabalho, o estímulo para continuar nessa árdua jornada de atuação como médica de saúde da família e retomar o meu papel depois de uma série de fatores e acontecimentos que me deixaram sem ânimo para fazer algo a mais... literalmente entregar-se à preguiça mental!!
Bom, depois de tanto tempo sem "blogar", uma das novidades que trago foi a minha participação na III MOSTRA NACIONAL DE SAÚDE DA FAMÍLIA ocorrida em Brasília no período de 05 a 08 de agosto de 2008, onde tive meu trabalho sobre a I FEIRA DE SAÚDE DO PSF VASSOURAS escolhido para exposição em banner. Foi uma experiência maravilhosa e um aprendizado único, um momento para repor as energias desgastadas pela rotina do trabalho, o estímulo para continuar nessa árdua jornada de atuação como médica de saúde da família e retomar o meu papel depois de uma série de fatores e acontecimentos que me deixaram sem ânimo para fazer algo a mais... literalmente entregar-se à preguiça mental!!
Fora as dificuldades de se trabalhar em equipe, lidando com desavenças e atritos, a falta de apoio por parte da Secretaria de Saúde em patrocinar a minha viagem até Brasília foi também um momento de decepção, tendo em vista que eu dei entrada com um ofício de solicitação para cobertura das desepesas na primeira semana de maio, e esperei até uma semana antes da data da viagem (04/08) sem que nenhuma providência fosse tomada, recebia apenas informações verbais de que tudo seria resolvido, que já estava "tudo encaminhado"!! Em resumo: Eu tive de última hora que me bancar sozinha, com todas as despesas!! E não houve por parte da secretaria o mínimo interêsse em me dar qualquer satisfação, nem sequer procurar saber se eu tinha ou não viajado, afinal de contas , eu iria para um evento importante apresentar um trabalho realizado no município que estava sendo reconhecido pelo Ministério da Saúde, mas que valor foi dado a isso??? Falta de reconhecimento, falta de valorização do profissional que procura fazer a coisa certa, no entanto, aqueles profissionais que atuam de forma errada e que eles conhecem, mas que fazem parte do "grupinho protegido", nunca acontece nada, e são na maioria das vezes os beneficiados!!
Após retorno da viagem, 2 semanas depois fiquei sabendo que tinha sido aprovado no conselho municipal o patrocínio da minha viagem: R$480,00 (quatrocentos e oitenta reais) foi o que que me ressarciram, mas só de passagem Maceió-Brasilia_Maceió na tarifa mais baixa seria R$914,00, fora as despesas com alimentação, transporte e hospedagem.
Então, vocês acham que é estimulante trabalhar assim?? Além das cobranças de metas exigidas, só recebemos críticas e nunca ou raramente somos elogiados!! Se existe um peixe podre no cesto, todos os demais terminam sendo indiretamente afetados e indiscriminadamente também prejudicados.
Fica difícil trabalhar lidando com tantas dificuldades, tantos entraves, tanta falta de comunicação existente na nossa Secretaria de Saúde, e coisas tão fáceis de serem resolvidas, se houvesse uma gestão envolvida e interessada, e pessoas "capacitadas" para exercerem suas funções e principalmente "humanizadas"!!!
Falta calor humano naquela secretaria!!
E o pior ainda, é lidar com a população!!! Trabalho há 6 anos com saúde da família e até hoje ainda não entendo esta dificuldade das pessoas aceitarem a marcação agendada, sei que doença não tem hora, porém médico também não é uma máquina disponível ( e mesmo que fosse, máquinas também precisam de um tempo de descanso para o reparo!!) e nem o PSF é para atendimento de urgência!! Se tivessemos no município um Hospital que atendesse bem à população, com certeza não haveria tantas reclamações por parte dos usuários que procuram a Unidade e nem sempre podem ser atendidos no mesmo dia e saem de lá xingando, ameaçando e armando barraco!! É duro ter que aturar tudo isso, mas faz parte!!!
Sinceramente, tem momentos que gostaria de chutar o balde, deixar de trabalhar na saúde da família e dedicar-me apenas ao consultório, mas não casei com homem rico, e ainda não ganhei na mega-sena...rs...
E pergunto: O estímulo, como manter???
Dra. Mônica Amélia Medeiros