
O uso de anticoncepcionais ainda gera muitas dúvidas e uso incorreto por parte de uma grande maioria de mulheres, fazendo com que aumente o número de gravidez indesejada. A política do Ministério da Saúde sobre planejamento familiar ainda deixa muuuito a desejar!!! Novamente aqui me refiro aos "teóricos de plantão", aqueles que ficam apenas ditando o que deve ser feito, mas não dão as condições necessárias para a nossa atuação, enquanto orientadores e profissionais de saúde. É muito fácil falar em planejamento familiar, só que, como evitar uma gravidez sem utilizar contraceptivo oral e nem mesmo o preservativo às vezes tem disponível?
Posso dar o exemplo da minha Unidade de Saúde, com o evidente aumento do índice de gravidez nesta última análise da produção. Passamos de 25 gestantes para 40!! Um pulo considerável!!
E ao que devemos isso?? Estamos sem anticoncepcionais suficientes para a população da área.
Pelo que sei aleatoriamente, pois não existe reuniões mensais da Coordenação do PSF com as equipes para se avaliar as falhas, muito menos elogiar as metas alcançadas, houve uma diminuição no número de cartelas pelo MS, e para superar isso, a Secretaria teria que investir um pouco mais na compra de anticoncepcionais. No entanto, talvez o contador ache que seja muito mais dispendioso prevenir novas gestações, adquirindo anticoncepcionais para distribuição gratuita, do que bancar os cuidados com saúde e principalmente doença de mais 15, 20, 30 sejam quantas mais crianças nasçam. E aí que não damos mesmo conta!!! Cada dia mais e mais doentes superlotam as unidades de saúde, ultrapassando os limites mínimos de pessoas a serem atendidas por equipe. Daí, surgem as insatisfações, as queixas.
E nós, aonde vamos???
Vamos continuar fazendo o melhor, dentro das nossas possibilidades, o que não é fácil!!
E o impossível de ser feito, a gente devolve...rs
Bom, falando sobre anticoncepcionais, vou colocar algumas informações que espero servir de utilidade para algumas mulheres.
Ahh,,, e se não tiver como se prevenir de uma gravidez, NÃO TRANSE!!!...rss
Dra. Mônica Amélia
Anticoncepcionais orais: mitos e verdades
"A pílula, como são popularmente conhecidos os contraceptivos orais, é o método de contracepção mais comum no mundo: calcula-se que nada menos que 90 milhões de mulheres no mundo todo façam uso dela"
Os anticoncepcionais atuam evitando que ocorra a ovulação - liberação de óvulo pelos ovários, que se dá por volta do 14º dia do ciclo menstrual. Com esse número de usuárias, não é de se espantar que os anticoncepcionais orais (ou, abreviando, ACOs), façam parte do seleto grupo de medicamentos mais exaustivamente pesquisados desde o seu surgimento, há cerca de 35 anos. Apesar de nenhum método contraceptivo ser isento de riscos, estes tendem a ser mínimos e contrabalançados pelos benefícios.
Um bom acompanhamento médico pode ajudar a reduzir os riscos em potenciais durante o uso.
Deve-se :
1. Prestar atenção especial aos antecedentes pessoais e familiares de doenças e riscos cardiovasculares das pacientes .
2. Realizar aferições regulares da pressão arterial, uma vez que complicações cardíacas (infarto) e vasculares (tromboembolismo venoso) sabidamente relacionam-se ao uso da Pílula.
Dúvidas sobre seu uso:
Parar de tomar pílula pode causar acne?
Verdade. Os androgênios (hormônios masculinizantes) têm sido implicados na etiologia da acne vulgar, possivelmente por intensificar a hiperceratose folicular. Os ACOs reduzem os níveis sangüíneos de androgênios e, dessa forma, podem colaborar para diminuir a gravidade da acne. Por outro lado, como não existem verdades absolutas na medicina, em algumas raras mulheres a acne pode ser um efeito colateral da pílula.
Alguns remédios podem anular o efeito do anticoncepcional?
Verdade. Sabe-se que a ampicilina, por exemplo, um antibiótico bastante comum e utilizado no tratamento de infecções urinárias, faringo-amigdalites e pneumonias, entre outros, pode reduzir a eficácia dos ACOs. Ainda, várias drogas anti-convulsivantes (utilizadas no tratamento de diversas formas de epilepsia) podem diminuir a eficácia dos anticoncepcionais orais. Nesses casos, as mulheres devem se certificar de que o contraceptivo oral escolhido contenha pelo menos 50 microgramas de etinil-estradiol ou mestranol.
Mulheres que usam pílula têm maior risco de câncer de mama e de útero?
O risco de câncer de mama é praticamente o mesmo entre usuárias e não-usuárias de ACOs. Nos tumores malignos do endométrio (camada mais interna do útero) e do ovário, a pílula exerce um efeito protetor - as usuárias de ACOs apresentam metade do risco de câncer de endométrio e ovário das não-usuárias. Entretanto, o uso de contraceptivos orais por mulheres jovens parece associar-se ao surgimento de miomas uterinos (tumores benignos) na pré-menopausa, mas são necessários outros fatores reprodutivos (a pílula não leva a culpa sozinha...). Quanto à relação entre câncer de cérvice uterina e uso de ACOs, parece não existir consenso - alguns estudos indicam um aumento na incidência, mas nada está definitivamente comprovado.
Pílula engorda?
Ainda que o ganho de peso esteja entre as queixas mais comuns das mulheres que utilizam ACOs, estudos mostraram que isto pode não ser completamente verdadeiro. Uma pesquisa recente avaliou a variação de peso de 128 mulheres em uso de contraceptivos orais durante 4 meses e descobriu que 72% das pacientes não apresentaram qualquer alteração de peso no final do período. Assim, queixar-se de ganho de peso já não é a melhor desculpa para interromper o uso da pílula...
Depois que comecei a tomar a pílula, não tive mais cólicas menstruais.
A menstruação dolorosa (chamada de dismenorréia pelos médicos) é menos freqüente nas mulheres que não ovulam. Por isso, os ACOs podem ser úteis em 70-80% dos casos de dismenorréia. Quando a pílula é suspensa, as mulheres geralmente sentem a mesma intensidade de dor que apresentavam antes do seu uso. Todavia, alguns ACOs podem estar associados à ocorrência de hipermenorréia (menstruação muito volumosa e intensa) e a falta de controle de problemas no ciclo menstrual, caracterizada principalmente por sangramentos irregulares e menstruações dolorosas, são problemas comuns enfrentados por algumas usuárias de contraceptivos orais, sendo uma das principais razões de suspensão do uso - cerca de 1/3 das mulheres em uso de ACOs apresentam sangramentos (spottings) intermenstruais.
Mulheres que tomam Pílula demoram mais para engravidar quando param?
Verdade. O retorno à fertilidade em mulheres que interromperam o uso de ACOs leva mais tempo quando comparado às mulheres que interromperam outros métodos contraceptivos, mas não parece haver prejuízo da fertilidade como um todo.
Com o tempo, a Pílula ajuda a proteger os ossos.
Algumas pesquisas têm mostrado que o uso de altas doses de ACOs em mulheres após a menopausa diminui o risco de fraturas e suspeita-se que seu uso possa melhorar a densidade mineral óssea em mulheres jovens, mas faltam maiores comprovações científicas. Mulheres com doença falciforme não podem tomar Pílula.
Mulheres com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não devem tomar Pílula.
Verdade. Os contraceptivos orais podem precipitar episódios de LES em mulheres portadoras desta doença.
Tenho mais de 40 anos e acabei de ter minha última menstruação. Não preciso mais tomar pílula.
Perigo! Este tipo de comportamento está arriscado a ser premiado com uma gravidez indesejada. Nas mulheres que estão entrando na menopausa, recomenda-se o uso de ACOs por 12 meses após a última menstruação.
A Pílula pode piorar a asma.
Mentira. As alterações nos níveis hormonais parecem ter um papel importante na gravidade da asma nas mulheres e cerca de 30 a 40% das mulheres apresentam flutuações na gravidade das crises relacionadas ao ciclo menstrual. A crise tende a ocorrer três dias antes e durante os quatro dias da menstruação. Os anticoncepcionais orais podem ajudar estes casos, nivelando as flutuações hormonais.










